Autoproteção não é viver com medo de energias, obsessores ou ambientes. É desenvolver lucidez suficiente para perceber o que vem de fora, o que nasce dentro de nós e onde nossas próprias fragilidades precisam ser trabalhadas.
No paradigma consciencial, admite-se a possibilidade de influências extrafísicas, assédios, afinidades energéticas e interações psíquicas entre consciências.
Mas transformar qualquer dificuldade em culpa de um obsessor é uma forma muito pobre de compreender a própria experiência.
Há momentos em que um ambiente pesa. Há relações que drenam. Há pessoas com as quais entramos facilmente em sintonia negativa.
Porém também existem nossas próprias feridas, ressentimentos, compulsões, medos, crenças, carências, padrões emocionais e contradições.
Autoproteção consciencial começa quando paramos de atribuir tudo ao lado de fora.
Todo mundo possui pontos frágeis.
Algumas pessoas reagem intensamente à rejeição. Outras à crítica, ao abandono, à sexualidade, à necessidade de aprovação, ao dinheiro, ao poder, à raiva, à comparação ou ao medo.
No vocabulário consciencial, podemos chamar esses pontos de fissuras, brechas ou zonas de vulnerabilidade.
O nome é menos importante do que perceber o mecanismo.
Quando alguma situação externa toca exatamente naquele ponto, nossa reação pode se tornar desproporcional.
E aí surge uma pergunta essencial:
É muito fácil explicar irritabilidade, pensamentos ruins, conflitos, desânimo ou desequilíbrio dizendo simplesmente:
“Há alguma coisa me atacando.”
Às vezes pode haver, dentro da interpretação consciencial, alguma influência externa.
Mas mesmo nesse paradigma, continua existindo uma questão central:
por que determinada influência encontrou justamente aquela porta aberta?
Essa pergunta desloca a espiritualidade do medo para o autoconhecimento.
Aquilo que se repete frequentemente contém informação.
Mesmos conflitos, mesmas relações, mesmos tipos de reação e mesmas quedas emocionais podem revelar padrões ainda não compreendidos.
Algumas situações nos retiram rapidamente do eixo.
Em vez de apenas condenar quem acionou o gatilho, vale investigar por que ele tem tanta força.
Autoproteção também significa aprender a dizer não, limitar exposição, reconhecer ambientes inadequados e não permanecer em relações que constantemente adoecem a própria experiência emocional.
Ressentimento, hostilidade, obsessão, vingança e ruminação constante prolongam internamente situações que poderiam começar a perder força.
Falar em perdão é muito mais fácil do que perdoar.
Por isso, transformar perdão em mandamento moral costuma produzir culpa, hipocrisia ou repressão emocional.
Nem sempre conseguimos perdoar imediatamente.
Talvez o primeiro passo seja simplesmente parar de alimentar diariamente aquilo que aconteceu.
Não acrescentar todos os dias mais uma camada de pensamento, fantasia, conversa mental e ressentimento.
Não somos seres perfeitamente equilibrados.
Podemos ter momentos de lucidez, generosidade, amor, criatividade e profunda consciência.
E também momentos de estupidez, impaciência, egoísmo, medo, irritação e incoerência.
Negar essas contradições não nos torna melhores.
Apenas nos torna menos conscientes delas.
A espiritualidade madura não exige que você represente um personagem impecável.
Ela exige, antes de tudo, sinceridade consigo.
Dentro da tradição consciencial, oração e práticas bioenergéticas podem ser recursos importantes de centramento, intenção, exteriorização energética, percepção e reorganização pessoal.
Mas nenhuma técnica deveria funcionar como mecanismo de fuga da própria vida emocional.
Fazer uma prática energética e depois continuar alimentando ódio, conflito, ressentimento e comportamento destrutivo é uma contradição evidente.
O trabalho precisa acontecer em vários níveis.
Existe uma diferença enorme entre lucidez e paranoia espiritual.
Quando toda pessoa vira ameaça, todo ambiente parece contaminado e todo desconforto é interpretado como ataque extrafísico, a espiritualidade começa a produzir medo, não discernimento.
Uma boa autoproteção deveria aumentar sua autonomia, estabilidade, percepção e capacidade de escolha.
Não sua dependência de rituais, diagnósticos espirituais ou explicações externas para tudo que acontece.
AUTOPROTEÇÃO, LIMITES E AUTOCONHECIMENTOEspiritualidade não deveria existir apenas como teoria, leitura, oração ou discurso.
Cada pessoa possui algum recurso que pode oferecer.
Quem escreve pode escrever. Quem ensina pode ensinar. Quem escuta pode escutar. Quem cozinha pode alimentar. Quem possui conhecimento pode compartilhar.
Não é necessário realizar algo grandioso.
É necessário apenas que alguma parte de nossas ideias consiga chegar ao mundo real.
Algumas vulnerabilidades que interpretamos inicialmente como energéticas também podem envolver história pessoal, medo, rejeição, carência, relações difíceis, culpa, dificuldade de estabelecer limites ou padrões emocionais repetitivos.
Nesses casos, somente “se proteger” pode não resolver.
Pode ser necessário compreender melhor o que dentro de nós continua abrindo aquela porta.
O trabalho de Andréa Lúcia da Silva no Caminho Terapêutico parte justamente desse espaço de observação, escuta e reorganização interior.
CONHECER TRAVESSIAS INTERNAS CONHECER ANDRÉASe você deseja experimentar recursos simples de interiorização e percepção energética, conheça também:
PRÁTICA: LIMPEZA DA AURA PRÁTICA TERAPÊUTICA CHACRAS E AUTOPERCEPÇÃOTrabalhe suas energias. Observe suas emoções. Cuide dos limites. Não alimente ressentimentos. Questione seus padrões. Ore, se isso fizer sentido para você. E, sobretudo, desenvolva cada vez mais consciência sobre si mesmo.
Quanto mais conhecemos nossas próprias portas, menos facilmente qualquer coisa entra por elas.
CONHEÇA O ECOSSISTEMA CONSCIENCIALCaminho Terapêutico é um espaço online de autoconhecimento, cuidado emocional e práticas integrativas conduzido por Andréa Lúcia da Silva. Oferece atendimentos terapêuticos a distância, Radiestesia Consciencial, Doses de Autoestima, Curadoria de Cuidado Emocional, Harmonização Energética Familiar e de Ambientes, Desprogramação Neurobiológica (DNB), além de cursos e conteúdos para desenvolvimento pessoal e consciência.
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